O Agosto Lilás é um período fundamental para conscientizar a sociedade sobre a violência contra a mulher. Criado no Brasil pela Lei nº 14.448/2022, o movimento busca ampliar a informação e combater a normalização de abusos nos relacionamentos (BRASIL). Muitas vezes, a agressão começa de forma silenciosa, por meio de ciúme excessivo, controle, ofensas e tentativas de isolar a vítima de amigos e familiares. Perceber esses primeiros sinais é essencial para evitar que as atitudes fiquem mais graves com o passar do tempo (SANTOS). Conversar abertamente sobre o tema ajuda a quebrar o silêncio, estimula a prevenção e mostra que as mulheres não estão sozinhas, incentivando a busca por apoio e proteção.
Nem toda agressão deixa marcas visíveis no corpo. Muitas mulheres sofrem em silêncio com medo, culpa, insegurança e perda da autonomia. Essa pressão constante afeta a saúde emocional, gerando problemas graves como ansiedade e depressão (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE). A violência psicológica é sutil e costuma ser confundida com cuidado ou preocupação. Por essa razão, é indispensável acolher a pessoa com respeito e empatia. Ações como fazer cobranças ou questionar as atitudes da vítima aumentam o sofrimento e a sensação de responsabilidade pelo problema. O caminho mais adequado envolve oferecer escuta atenciosa, informações úteis e apoio sincero, respeitando o tempo e as escolhas de cada mulher para superar esse momento com segurança.
Buscar apoio é fundamental. O Ligue 180 orienta e recebe denúncias gratuitas em todo o Brasil. Em casos de perigo imediato, a Polícia Militar atende pelo 190, além das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher. A rede pública também oferece grupos de apoio, atendimento jurídico e programas de proteção que acolhem os filhos menores, garantindo a segurança de toda a família (INSTITUTO MARIA DA PENHA). Projetos sociais e governamentais auxiliam na capacitação profissional, abrindo portas para a autonomia financeira e o mercado de trabalho. Somado a isso, o acompanhamento psicológico fortalece a autoestima e ajuda a reconstruir uma nova história de vida (TEIXEIRA; PAIVA). Com proteção e oportunidades, é possível superar o ciclo da violência e construir um futuro seguro.
Referências:
BRASIL. Lei nº 14.448, de 9 de setembro de 2022. Institui, em âmbito nacional, o Agosto Lilás como mês de proteção à mulher. Brasília, DF: Presidência da República, 2022. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/lei/l14448.htm. Acesso em: 08 ago. 2026.
INSTITUTO MARIA DA PENHA. Sobrevivendo à violência: redes de apoio, proteção à maternidade e autonomia econômica. Fortaleza: IMP, 2023. Disponível em: https://www.institutomariadapenha.org.br. Acesso em: 08 ago. 2026.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Violência contra as mulheres. Genebra: OMS, 2025. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/violence-against-women. Acesso em: 10 ago. 2026.
SANTOS, MARIA CLARA DOS. Caminhos para a prevenção da violência doméstica no Brasil. São Paulo: Editora Acadêmica, 2024.
TEIXEIRA, JÚLIA MAGNA DA SILVA; PAIVA, SABRINA PEREIRA. Violência contra a mulher e adoecimento mental: percepções e práticas de profissionais de saúde em um Centro de Atenção Psicossocial. Physis: Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 31, n. 2, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/physis/a/7CRjQTCrkX7RXrC7XFT3jDs/. Acesso em: 09 ago. 2026.


